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Wednesday, 2 March 2011

Diário#5

Dear Kitty,

Preciso de um psicólogo, as coisas não estão nada bem por aqui, sinto-me sozinha, os meus amigos estão todos em Lisboa ou espalhados pelo mundo, esta estória com o P. está a dar cabo de mim e pensei em desistir do mestrado. Quero ir viver para outro país. Disse à minha mãe que precisava ir embora "for a while" , ela disse-me que se fosse era "for good" e então sugeriu-me um psicólogo. Sem saber de nada as mães têm mesmo um sexto sentido.
 A  S. disse-me para não fugir desta vez, e que está farta de me ver fazer isso, e é mesmo verdade, eu sempre fujo em vez de enfrentar a situação. Eu percebo tudo isto mas...I wanna go Home! 

[texto na Kitty em Dezembro de 2007]

Friday, 4 February 2011

Friday, 21 January 2011

Diário#3

Dear Kitty,

É sábado e resolvi acordar cedo para limpar. A J. foi embora depois dos acontecimentos, a A.P. também já cá não está, ela encontrou um trabalho em Sintra. Fiquei feliz por ela mas agora estou sozinha nesta casa enorme.

A limpar o quarto, a campainha tocou, e adivinha quem? Ele veio, o meu amor veio sem ser preciso eu ligar e implorar para ele passar por cá. Foi muiiiito boa, a tarde, ele veio directo do trabalho p'ra cá....estava com saudades, disse-me ele! A tarde foi bem passada mas já não suporto mais esta situação. Eu nunca quis ser a outra, eu não pedi isso...aconteceu e agora amo-o demais para o deixar. Que faço Kitty? Nunca posso lhe ligar, nunca posso pedir-lhe para dormir comigo. Eu sou o intervalo da vida dele, quando as coisas estão péssimas em casa ele aparece...e eu preciso sair! Não aguento mais...

Tua Blair
[Texto na Kitty, escrito em Julho de 2007]

Tuesday, 18 January 2011

Diário #2

Dear Kitty,

Acordei com um barulho ensurdecedor, móveis a bater, coisas a partir, achei que a casa vinha abaixo. Saí do quarto e para meu espanto, ele estava a bater na minha amiga J., naquele momento ele virou-se p'ra mim, o meu sangue frio foi algo que assustou-me. Empurrei-o contra a porta da casa de banho. Gritei p'ra J. se levantar, ela não conseguia, ele tinha-lhe dado pontapés, socos e tudo o que possas imaginar. Ele tentou-me agarrar, corri e tranquei-me no quarto, liguei à polícia e rezava a todos os santos que eles viessem depressa senão ele ia matá-la ou eu matava-o. Pelo menos o meu empurrão serviu para ele esquecer a J. por um bocado e concentrar-se em tentar deitar-me a porta abaixo. Ficamos nisso ainda um bom tempo, a J. levantou-se e conseguiu se trancar no quarto dela, Eu pensava ou esperava que sim. Eles chegaram, a polícia veio...bateu à porta mas nós estávamos trancadas, gritei para J. não sair do quarto ela estava muito mal, ia eu já que ele nem pensou em abrir a porta. Abri a porta do quarto, ele estava mais calmo ou menos exaltado, abri a porta e a polícia agarrou-o, levou-o para uma conversa. Ele não ficou preso! Droga!
Eu sabia que isso um dia ia acontecer, ela já o tinha perdoado uns quantos desses, eu sabia que não ia dar certo.A J. resolveu ir dar queixa, que bom, espero que eles façam alguma coisa com ele depois da queixa. 
A J. já tem a mala feita, vai  voltar para casa hoje, Oh meu Deus, como é que ela vai viajar assim, neste estado. E os pais...o que vão dizer quando a virem?

Tua Blair, triste

[Texto na Kitty, escrito em Julho de 2007]

Diário #1

Eu escrevi (e ainda escrevo) um diário, são 5 anos de estória, 5 anos de alegria, 5 anos de tristezas. Vou deixando aqui algumas passagens (a itálico) desses 5 anos de licenciatura/mestrado. Tanta coisa...

"Qualquer que tenha sido seu passado, você tem um futuro imaculado." (Autor desconhecido).